Nilópolis, 27 de Abril de 2011.
Meu amor,
Depois de oito meses já não é mais a mesma coisa. Passa o normal, o óbvio. Passa o frio na barriga inicial e a sensação de novidade. Mas se torna amor. Os sentimentos se tornam mais intensos, a preocupação, mais duradoura e os sonhos, mais reais. A vida muda, as convicções, os gostos, os medos, os desejos já são outros.Me disseram de tudo: que não iria durar, que eu não namoro, que somos frios, que enjoaríamos um do outro… E eu, com o mesmo sorriso habitual, disse: “Que se dane, eu quero o momento, o agora”. E eu quero que o agora exista hoje e sempre. Porque, você sabe, eu sou assim. Odeio meio-termo, o normal, o morno. Eu gosto dos extremos. De intensidade, tempo, paixão. Eu gosto dos beijos mais longos, dos abraços mais eternos, das risadas sem fim. E eu quero você, seu cheiro, seus beijos, seus abraços, o modo como sorri pra mim e não consegue me dizer não.Eu quero seu calor, quero sua calma. Quero você, num dia frio, comigo debaixo do edredom comendo pipoca e assistindo a uma comédia romântica daquelas mais piegas. Quero você dizendo no meu ouvido suas verdades impassíveis, dizendo que me ama e o quanto eu te faço bem. E eu vou sorrir, sem graça como sempre, e sem que eu precise te dizer nada, te farei ver em meus olhos que você me salvou e que eu só existo hoje pois, você me deu uma razão pra isso.Não desejo nada de mais, apenas nossa simplicidade. E quero que você cuide de mim e não deixe que eu me magoe novamente. E eu prometo cuidar de você e fazê-lo o mais feliz possível.Por fim, já não sei porque escrevi tanto somente para, no final, chegar à conclusão de que eu te amo. Talvez seja por essa mania minha de tentar descrever sentimentos. Um mero “Eu amo você” pra mim já não basta. Ele não é suficiente para expressar o tamanho do meu amor por você. Talvez, ainda, essa mania passe. Enquanto não, escrevo-te essas mal traçadas linhas para que sempre se lembres de mim.
Sem mais descrições,
Apenas sua, somente sua,
Thaynara.
Thaynara Araujo.



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